Evidências, As Provas de que Jesus é Deus
O que é evidência? É a qualidade ou caráter do que é irrefutável, do que não dá margem a dúvida de que é verdade. Condição de alguém ou algo que se destaca que sobressai atraindo a atenção. Aquilo que indica a existência de algo, indicação indício. Enfim, é a constatação de uma verdade que não suscita qualquer dúvida pela clareza e distinção com que esse apresenta.
Portanto, sobre a existência e constatação de que Jesus é Deus são evidentes nos estudos históricos e teológicos que apontam para registros romanos extrabíblicos, escritos cristãos primitivos e deduções lógicas sobre a ressurreição, a existência e a divindade de jesus.
Quando um investigador chega a uma cena de crime sem testemunhas oculares, ele não desiste de descobrir a verdade. Ele reúne evidências, impressões digitais, DNA, padrões de comportamento, motivação, oportunidade, e, peça por peça, a narrativa se impõe por si mesma. Nenhuma evidência isolada costuma ser suficiente. Mas quando dezenas delas apontam consistentemente na mesma direção, a dúvida razoável desaparece. É exatamente esse tipo de caso que temos diante de nós quando examinamos a pessoa de Jesus Cristo: um conjunto de evidências que, isoladamente, já impressionam, mas que, reunidas, formam um quadro comprobatório do qual é difícil escapar.
A existência de Jesus é um fato histórico, não uma opinião de fé.
Comecemos pelo ponto mais simples, e por isso mesmo o mais sólido: Jesus existiu. Historiadores seculares, não defensores cristãos, mas acadêmicos que não têm nenhum interesse em defender a fé, reconhecem isso como fato estabelecido. Fontes romanas como Tácito e Suetônio mencionam Cristo e os cristãos de forma incidental, como quem registra um fenômeno social incômodo ao império. O historiador judeu Flávio Josefo, escrevendo para romanos, também faz referência a Jesus e a seu irmão Tiago. Nenhum desses autores tinha motivo algum para inventar ou favorecer a existência de um pregador judeu executado pelos próprios romanos.
Some a isso os escritos do Novo Testamento, que, independentemente da posição teológica de cada leitor, são hoje reconhecidos pela crítica textual como os documentos antigos mais bem preservados e mais próximos cronologicamente dos eventos que relatam, comparados a qualquer outra obra da Antiguidade. Negar a existência histórica de Jesus hoje é uma posição, sustentada por pouquíssimos acadêmicos sérios.
As profecias do antigo testamento são as evidências que precedem, muitos anos antes, a vida de Jesus.
Mas aqui está o que transforma um caso comum em algo extraordinário, sobrenatural, pois normalmente, evidências surgem “depois” do fato. No caso de Jesus, várias delas foram registradas centenas de anos antes de Ele nascer.
O Salmo 2, escrito séculos antes da vinda de Jesus, já apresenta o Filho recebendo a mesma reverência devida ao SENHOR — um paralelismo hebraico que identifica Filho e SENHOR como equivalentes. Isaías 9:6 vai além, atribuindo a essa criança que “nos nasceria” os títulos de “Deus Forte” e “Pai da Eternidade”, expressão que nenhum profeta ousaria aplicar a um mero ser humano, sob pena de blasfêmia. Miquéias 5:2 precisa o local do nascimento, Belém, e, ao mesmo tempo, declara que as origens desse governante remontam “aos dias da eternidade”.
Isso é o equivalente, no mundo forense, a encontrar um bilhete escrito séculos antes do crime descrevendo com exatidão quem seria o autor, onde nasceria e que natureza teria. Profecia cumprida, no caso de Jesus, não é coincidência isolada, é um padrão que se repete dezenas de vezes: o local do nascimento, a linhagem, o modo da morte, a rejeição pelo próprio povo, a ressurreição. Estatisticamente, a probabilidade de um único homem cumprir esse conjunto de profecias por acaso é considerada, por muitos que já fizeram esse cálculo, praticamente nula.
A identidade de Jesus, Ele mesmo assumiu o nome de Deus.
Há um segundo tipo de evidência, mais direta: Jesus aplicou a si mesmo títulos e prerrogativas que o Antigo Testamento reserva exclusivamente a Deus. Quando o Salmo 23 declara “o SENHOR é o meu pastor”, e Jesus diz “Eu sou o bom pastor” (João 10:11,14), Ele não está fazendo uma metáfora poética qualquer, está tomando para si um título divino. O mesmo ocorre quando Paulo, em Romanos 10:13, aplica a Cristo a promessa que Joel havia feito sobre “invocar o nome do SENHOR”. O criador de todas as coisas (João 1:3, Colossenses 1:16-17), aquele que perdoa pecados (Marcos 2:5-10) e que julgará os vivos e os mortos (Atos 10:42), tudo isso são funções que a teologia judaica atribuía única e exclusivamente a Deus, e que os primeiros cristãos, judeus monoteístas, atribuíram sem hesitação a Jesus.
E há a prova mais direta de todas: Ele mesmo afirmou. Em João 8:58, diante de líderes religiosos que conheciam bem o significado do nome divino revelado a Moisés, Jesus declara: “antes que Abraão existisse, Eu Sou”, uma citação direta de Êxodo 3:14. A reação imediata foi tentarem apedrejá-lo por blasfêmia. Eles entenderam exatamente o que Ele estava dizendo.
Jesus agia como Deus, o comportamento dele era de Deus. Ou seja Ele aceitava adoração. No julgamento de qualquer caso, o comportamento do suspeito diante das acusações é revelador. Jesus recebeu adoração repetidamente, dos discípulos, do cego curado, de Tomé, dos próprios anjos (Hebreus 1:6), e jamais a recusou ou corrigiu quem o adorava, como fizeram os anjos e apóstolos em outras passagens bíblicas quando alguém tentava adorá-los. Para um judeu do primeiro século, aceitar adoração sendo mera criatura seria o pecado supremo. Jesus aceitou. Ou Ele era quem afirmava ser, ou seria o maior impostor da história.
Pode ser citado também que Jesus fez inúmeros milagres e que continuam acontecendo. Isso associa a uma categoria de evidência que a ciência forense chama de “corroboração contínua”, ou seja, confirmação, quando o padrão do crime se repete, ou nesse caso, do caráter divino, continua se manifestando muito depois do evento original. Os evangelhos registram Jesus curando enfermos, expulsando demônios, ressuscitando mortos, acalmando tempestades. Céticos podem questionar esses relatos como lendas antigas. Mas o que é mais difícil de descartar é que testemunhos de intervenção sobrenatural em nome de Jesus não pararam há dois mil anos, continuam surgindo hoje, em orações respondidas, curas inexplicáveis pela medicina, vidas radicalmente transformadas por pessoas que não tinham motivo racional para mudar. Isso não constitui prova científica, mas constitui um padrão persistente de evidência experiencial que milhões de pessoas, em culturas e séculos diferentes, relatam de forma independente.
Portanto, nenhuma dessas evidências, isoladamente, obrigaria alguém a se ajoelhar, a aceitar Jesus. Mas, como em qualquer bom trabalho investigativo, é a convergência que pesa: um homem cuja existência a história secular confirma; cujo nascimento, vida e morte foram anunciados séculos antes; que assumiu para si os títulos e as prerrogativas exclusivas de Deus; que foi adorado sem jamais recusar; e cuja atuação sobrenatural, milagres e transformações de vidas, continuam sendo testemunhada até hoje. É um dossiê extenso demais para ser ignorado, e coerente demais para ser mera coincidência. Como em todo bom julgamento, cabe a cada jurado, a cada leitor, pesar as evidências e decidir o veredito. Mas negar que existam evidências robustas é, no mínimo, intelectualmente desonesto. Portanto, para aqueles que têm fé como eu, essas evidências servem somente para confirmar o que já sabemos: Jesus veio e voltará. Ele, o Pai e o Espírito Santo são um só.
Glória a Jesus!
Amém!

